{"id":997,"date":"2018-06-20T19:20:17","date_gmt":"2018-06-20T19:20:17","guid":{"rendered":"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/?p=997"},"modified":"2018-06-20T19:20:17","modified_gmt":"2018-06-20T19:20:17","slug":"qual-a-importancia-dos-estalos-crepitacao-em-pacientes-com-dor-no-joelho","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/?p=997","title":{"rendered":"QUAL A IMPORT\u00c2NCIA DOS ESTALOS (CREPITA\u00c7\u00c3O) EM PACIENTES COM DOR NO JOELHO?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Diariamente, muitos pacientes procuram consult\u00f3rios ortop\u00e9dicos e cl\u00ednicas de fisioterapia em busca de atendimento devido a \u201cdor no joelho sem causa definida\u201d, conhecida como dor femoropatelar<sup>1<\/sup>. Uma das principais queixas desses pacientes, al\u00e9m da dor, \u00e9 a crepita\u00e7\u00e3o do joelho. Crepita\u00e7\u00e3o \u00e9 o termo cient\u00edfico para os estalos, barulhos ou \u201ccracks\u201d que acontecem no joelho durante o movimento. Existem v\u00e1rias explica\u00e7\u00f5es quanto a origem da crepita\u00e7\u00e3o e iremos explorar algumas teorias nos t\u00f3picos a seguir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, antes de explorarmos essas teorias, existem outras perguntas a serem respondidas: O que os pacientes pensam sobre a crepita\u00e7\u00e3o? O que esses barulhos significam para o paciente com dor femoropatelar?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Crepita\u00e7\u00e3o pela perspectiva do paciente com dor femoropatelar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um estudo qualitativo, Robertson e colaboradores (2017)<sup>2<\/sup> investigaram quais s\u00e3o as cren\u00e7as de pacientes com dor femoropatelar com rela\u00e7\u00e3o aos \u201ccracks\u201d em seus joelhos. De forma bastante habilidosa, os autores dividiram os resultados do estudo em 3 temas principais: (i) Cren\u00e7a sobre o barulho; (ii) Opini\u00f5es de outras pessoas; (iii) Evitando o barulho. Apresentaremos brevemente o que os pacientes com dor femoropatelar relataram em cada um desses t\u00f3picos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>(i) Cren\u00e7a sobre o barulho:<\/em> Os participantes expressaram vontade de saber o que o ru\u00eddo significa, pois n\u00e3o entendem se sua condi\u00e7\u00e3o \u00e9 mais grave devidos aos barulhos feitos pelo joelho. Ao inv\u00e9s de se acostumar com o barulho, no decorrer do tempo os pacientes relataram aumento na ansiedade devido \u00e0 incerteza sobre o significado do barulho. Muitos pacientes acreditam que os barulhos ocorrem devido ao avan\u00e7o da idade e que, portanto, eles devem reduzir seus n\u00edveis de atividade f\u00edsica. <strong>Nota cl\u00ednica do autor:<\/strong> Ansiedade e incertezas quanto a sua condi\u00e7\u00e3o s\u00e3o indicadores de piores progn\u00f3sticos em v\u00e1rias desordens musculoesquel\u00e9ticas. Sess\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o a respeito do significado da crepita\u00e7\u00e3o no joelho podem ajudar nessa ang\u00fastia dos pacientes gerada pela incerteza de n\u00e3o saber o que o som significa. Al\u00e9m disso, crepita\u00e7\u00e3o n\u00e3o indica a \u201cidade\u201d da articula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>(ii) Opini\u00f5es de outras pessoas:<\/em> Em v\u00e1rios casos, os coment\u00e1rios de outras pessoas servem para refor\u00e7ar cren\u00e7as negativas sobre a crepita\u00e7\u00e3o. Os pacientes disseram que familiares e amigos expressam preocupa\u00e7\u00e3o sobre o significado do ru\u00eddo e sugerem evitar o barulho, ou procurar opini\u00e3o m\u00e9dica. Por\u00e9m ao procurar opini\u00e3o de profissionais de sa\u00fade, os pacientes tiveram experi\u00eancias ruins em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 empatia e explica\u00e7\u00e3o sobre a crepita\u00e7\u00e3o. Isso porque, mesmo descrevendo a crepita\u00e7\u00e3o como um sintoma importante, muitas vezes eles foram simplesmente ignorados pelos profissionais. Embora minoria, aqueles que receberam explica\u00e7\u00f5es sobre a crepita\u00e7\u00e3o destacaram que isso foi muito \u00fatil. <strong>Nota cl\u00ednica do autor: <\/strong>\u00c9 evidente que pacientes querem informa\u00e7\u00e3o sobre o barulho em seu joelho. Neste sentindo, entendem que o profissional de sa\u00fade \u00e9 a pessoa mais adequada para sanar essas d\u00favidas. Novamente, a educa\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o ao que sabemos sobre crepita\u00e7\u00e3o \u00e9 extremamente importante, uma explica\u00e7\u00e3o consistente e embasada ir\u00e1 satisfazer o paciente e reduzir\u00e1 cren\u00e7as negativas. Devemos sempre ouvir e jamais ignorar o que pacientes tem a nos dizer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>(iii) Evitando o barulho:<\/em> Neste t\u00f3pico os pacientes relataram v\u00e1rias estrat\u00e9gias realizadas para evitar a crepita\u00e7\u00e3o no joelho. Dentre as estrat\u00e9gias utilizadas est\u00e1 a altera\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o de movimento, alguns pacientes tentaram se movimentar de forma diferente com o intuito de evitar o barulho, com receio de que ele esteja relacionado ao \u201cdesgaste\u201d da articula\u00e7\u00e3o. Outra estrat\u00e9gia relatada para evitar o barulho foi n\u00e3o realizar atividades de vida di\u00e1ria como correr para pegar um \u00f4nibus, agachar para pegar algo no ch\u00e3o e subir e descer escadas. Al\u00e9m disso, alguns pacientes se sentem desconfort\u00e1veis em ambientes sociais silenciosos como aulas de yoga e at\u00e9 mesmo quando frequentam a academia. <strong>Nota cl\u00ednica do autor:<\/strong> Neste t\u00f3pico, entendemos que crepita\u00e7\u00e3o no joelho tem impacto direto na fun\u00e7\u00e3o e em h\u00e1bitos sociais de nossos pacientes, principalmente por acharem que a crepita\u00e7\u00e3o \u00e9 um sinal que sua condi\u00e7\u00e3o \u00e9 grave. Ap\u00f3s educar o paciente quanto ao significado da crepita\u00e7\u00e3o, e mesmo assim a queixa quanto ao barulho permanecer, algumas alternativas podem ser realizadas na tentativa de reduzir o barulho e ser\u00e3o abordadas nos t\u00f3picos a seguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que o joelho crepita? Existe explica\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem v\u00e1rias teorias que buscam explicar as causas da crepita\u00e7\u00e3o no joelho<sup>3<\/sup>. Dentre as de maior destaque est\u00e3o o fen\u00f4meno conhecido como cavita\u00e7\u00e3o (vaporiza\u00e7\u00e3o de um l\u00edquido pela redu\u00e7\u00e3o da press\u00e3o) reportado por v\u00e1rios autores como a causa da crepita\u00e7\u00e3o<sup>4<\/sup>, enquanto outros reportam que a forma\u00e7\u00e3o de uma bolha de ar em espa\u00e7os na articula\u00e7\u00e3o s\u00e3o a fonte dos barulhos<sup>5<\/sup>. Recentemente, um estudo apresentou evid\u00eancia, com uso de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica em tempo real, que o mecanismo da crepita\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionado \u00e0 cavita\u00e7\u00e3o, ao inv\u00e9s da ruptura de bolhas de ar formadas por espa\u00e7os na articula\u00e7\u00e3o<sup>6<\/sup>. Altera\u00e7\u00f5es na press\u00e3o articular podem causar evapora\u00e7\u00e3o s\u00fabita de m\u00ednima quantidade do l\u00edquido sinovial. Quando a evapora\u00e7\u00e3o ocorre, pequenas bolhas de g\u00e1s s\u00e3o formadas rapidamente, emitindo um som de estalo<sup>6<\/sup>. A forma\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplas bolhas pode fazer um som de \u201cmoedor de caf\u00e9\u201d. Este tipo de estalido tamb\u00e9m pode ocorrer em articula\u00e7\u00f5es que n\u00e3o o joelho, e \u00e9 mais prevalente nas articula\u00e7\u00f5es das m\u00e3os. Ligamentos e tend\u00f5es ao redor da articula\u00e7\u00e3o do joelho tamb\u00e9m podem se esticar levemente \u00e0 medida que passam sobre um pequeno n\u00f3dulo \u00f3sseo e ent\u00e3o se encaixam novamente, causando um estalido no joelho. Apesar do mecanismo pelo qual a crepita\u00e7\u00e3o ocorre ainda n\u00e3o estar completamente elucidado, as explica\u00e7\u00f5es acima s\u00e3o as mais aceitas pelas comunidades cient\u00edfica e cl\u00ednica atualmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cTenho dor femoropatelar, a crepita\u00e7\u00e3o no joelho indica que minha condi\u00e7\u00e3o \u00e9 mais grave?\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A resposta \u00e9 simples, N\u00c3O. O <em>Brazilian Patellofemoral Pain Research Group<\/em> com sede na UNESP \u2013 Presidente Prudente, conduziu um estudo<sup>7<\/sup> para responder essa pergunta t\u00e3o comumente feita para profissionais de sa\u00fade. N\u00f3s avaliamos 165 pacientes com dor femoropatelar, 112 com crepita\u00e7\u00e3o no joelho e 53 sem crepita\u00e7\u00e3o. Nosso objetivo foi verificar se a presen\u00e7a de crepita\u00e7\u00e3o tem correla\u00e7\u00e3o com uma condi\u00e7\u00e3o cl\u00ednica mais grave, para isso correlacionamos a presen\u00e7a de crepita\u00e7\u00e3o com (i) dor durante subida e descida de escadas; (ii) dor durante agachamentos; (iii) pior dor reportada no m\u00eas anterior; (iv) capacidade funcional; (v) n\u00edvel de atividade f\u00edsica. N\u00e3o encontramos correla\u00e7\u00e3o importante entre a presen\u00e7a de crepita\u00e7\u00e3o com nenhum desses desfechos cl\u00ednicos. Ou seja, a presen\u00e7a de crepita\u00e7\u00e3o n\u00e3o indica que os pacientes t\u00eam mais dor, menor capacidade funcional ou menores n\u00edveis de atividade f\u00edsica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses resultados t\u00eam grande utilidade para profissionais de sa\u00fade, pois auxiliam na educa\u00e7\u00e3o de pacientes com dor femoropatelar quanto ao significado da crepita\u00e7\u00e3o. Informar o paciente que a crepita\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa que sua condi\u00e7\u00e3o \u00e9 mais grave ou que ele \u00e9 mais fr\u00e1gil, \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o bastante poderosa. Essa informa\u00e7\u00e3o, acompanhada da explica\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica das causas da crepita\u00e7\u00e3o, tem grande chance de satisfazer o paciente e ajud\u00e1-lo a ter uma atitude mais positiva com rela\u00e7\u00e3o aos barulhos no joelho, para mais informa\u00e7\u00f5es acesse o link a seguir e veja o artigo na \u00edntegra (<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.ptsp.2018.06.002\">https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.ptsp.2018.06.002<\/a>).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cAinda sim, o barulho me incomoda\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para pacientes que mesmo ap\u00f3s receberem educa\u00e7\u00e3o e entenderem que a crepita\u00e7\u00e3o no joelho n\u00e3o significa que a sua condi\u00e7\u00e3o \u00e9 mais grave, e ainda assim, t\u00eam o barulho como grande queixa, algumas interven\u00e7\u00f5es podem ser realizadas. Por\u00e9m, poucos estudos investigaram, com qualidade, estrat\u00e9gias para reduzir a crepita\u00e7\u00e3o no joelho. Dentre as estrat\u00e9gias j\u00e1 reportadas na literatura est\u00e3o<sup>3<\/sup>: (i) Alongamento dos m\u00fasculos flexores de quadril e da banda iliotibial e (ii) Fortalecimento dos m\u00fasculos extensores de joelho e abdutores de quadril. Entretanto, o mais importante \u00e9 informar o paciente que crepita\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas um som e n\u00e3o um sintoma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Smith BE, Selfe J, Rathleff MS. Incidence and prevalence of patellofemoral pain: a systematic review and meta-analysis. <em>PLoS One<\/em>. 2018;13(1). doi:10.1371\/journal.pone.0190892.<\/li>\n<li>Robertson CJ, Hurley M, Jones F. People\u2019s beliefs about the meaning of crepitus in patellofemoral pain and the impact of these beliefs on their behaviour: A qualitative study. <em>Musculoskelet Sci Pract<\/em>. 2017;28:59-64. doi:10.1016\/j.msksp.2017.01.012.<\/li>\n<li>Song SJ, Park CH, Liang H, Kim SJ. Noise around the knee. <em>Clin Orthop Surg<\/em>. 2018;10(1):1-8. doi:10.4055\/cios.2018.10.1.1.<\/li>\n<li>Protopapas MG, Cymet TC. Joint cracking and popping: understanding noises that accompany articular release. <em>J Am Osteopat Assoc<\/em>. 2002;102(5):283-287.<\/li>\n<li>Brodeur R. The audible release associated with joint manipulation. <em>J Manip Physiol Ther<\/em>. 1995;18(3):155-164.<\/li>\n<li>Kawchuk GN, Fryer J, Jaremko JL, Zeng H, Rowe L, Thompson R. Real-time visualization of joint cavitation. <em>PLoS One<\/em>. 2015;10(4):1-11. doi:10.1371\/journal.pone.0119470.<\/li>\n<li>De Oliveira Silva D, Pazzinatto MF, Priore LB Del, et al. Knee crepitus is prevalent in women with patellofemoral pain, but is not related with function, physical activity and pain. <em>Phys Ther Sport<\/em>. 2018:In Press. doi:10.1016\/j.ptsp.2018.06.002.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/35265868_960393377462624_7931963731309756416_n.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-998\" src=\"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/35265868_960393377462624_7931963731309756416_n.jpg\" alt=\"\" width=\"170\" height=\"200\" \/><\/a><\/p>\n<h3><strong>Danilo de Oliveira Silva<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fisioterapeuta graduado (2012) na Universidade Estadual do Oeste do Paran\u00e1 (UNIOESTE). Em 2013 iniciou o curso de mestrado em Fisioterapia na Universidade Estadual Paulista (UNESP \u2013 campus Presidente Prudente), come\u00e7ando os seus estudos na tem\u00e1tica da dor femoropatelar. Ap\u00f3s a conclus\u00e3o do mestrado em 2015, iniciou o curso de doutorado em Fisioterapia tamb\u00e9m pela UNESP. Atualmente, Danilo est\u00e1 concluindo uma etapa de seu doutorado na La Trobe University em Melbourne \u2013 Austr\u00e1lia, buscando entender quais s\u00e3o as melhores alternativas para educar pacientes com dor femoropatelar e atingir bons resultados com menores custos. Danilo, tem grande interesse em contribuir na implementa\u00e7\u00e3o direta de achados cient\u00edficos na pr\u00e1tica cl\u00ednica. Por isso, \u00e9 integrante do grupo <a href=\"https:\/\/twitter.com\/TREK_group\">TREK<\/a> (<em>Translating Research Evidence and Knowledge<\/em>). Contatos podem ser feitos via: Twitter: <a href=\"https:\/\/twitter.com\/danilo110190\">@danilo110190<\/a>. Facebook: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/danilo.deoliveirasilva.5\">Danilo De Oliveira Silva<\/a> e tamb\u00e9m pela p\u00e1gina do <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/brazilianpfp\/\">Brazilian Patellofemoral Pain Research Group<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diariamente, muitos pacientes procuram consult\u00f3rios ortop\u00e9dicos e cl\u00ednicas de fisioterapia em busca de atendimento devido a \u201cdor no joelho sem causa definida\u201d, conhecida como dor<\/p>\n<div class=\"read-more-wrapper\"><a class=\"link small\" href=\"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/?p=997\" role=\"button\">Read more<span class=\"nc-icon-glyph arrows-1_bold-right\"><\/span><\/a><\/div>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":998,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/997"}],"collection":[{"href":"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=997"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/997\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1000,"href":"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/997\/revisions\/1000"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/998"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=997"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=997"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=997"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}