{"id":765,"date":"2016-12-28T18:07:21","date_gmt":"2016-12-28T18:07:21","guid":{"rendered":"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/?p=765"},"modified":"2017-01-12T00:46:34","modified_gmt":"2017-01-12T00:46:34","slug":"somando-forcas-para-o-tratamento-da-dor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/?p=765","title":{"rendered":"Somando for\u00e7as para o tratamento da Dor."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Durante s\u00e9culos, a dor cr\u00f4nica tem sido vista com olhar biom\u00e9dico como sendo um problema exclusivamente nos tecidos. No entanto, os tempos est\u00e3o mudando e agora sabemos que a dor (cr\u00f4nica) \u00e9 um constructo complexo em que n\u00e3o s\u00f3 os &#8220;fatores fisiol\u00f3gicos&#8221; desempenham algum papel na dor. Al\u00e9m disso, a dor \u00e9 influenciada por fatores psicol\u00f3gicos, tais como pensamentos e sentimentos, e fatores sociais, por exemplo, julgamento e cren\u00e7as. Como resultado do crescente conhecimento sobre dor, os tratamentos para pacientes com dor cr\u00f4nica tamb\u00e9m est\u00e3o evoluindo. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, os tratamentos est\u00e3o cada vez mais integrando os aspectos biopsicossociais e multidimensionais que influenciam na experi\u00eancia da dor. Para apoiar essa mudan\u00e7a de paradigma, surgiu uma estrutura diferente na \u00e1rea da sa\u00fade, baseada na coopera\u00e7\u00e3o transdisciplinar entre os profissionais de sa\u00fade. Numa equipe transdisciplinar, os profissionais de sa\u00fade (psic\u00f3logo, fisioterapeuta, m\u00e9dico e outros) tem seu pr\u00f3prio conhecimento profissional, por\u00e9m com limites flex\u00edveis, colaboram intensamente, aprendem um com o outro e aprendem juntos. Isto significa, por exemplo, que o psic\u00f3logo ter\u00e1 conhecimento profundo sobre a neurofisiologia da dor e o fisioterapeuta tamb\u00e9m abordar\u00e1 quest\u00f5es psicol\u00f3gicas com o paciente.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Neste blog gostar\u00edamos de compartilhar nossas experi\u00eancias pessoais com o trabalho em uma equipe transdisciplinar.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8220;Eu comecei a trabalhar nesta equipe transdisciplinar como psic\u00f3logo em maio de 2016. Antes desse trabalho, eu trabalhava como psic\u00f3logo em um centro de sa\u00fade mental &#8220;regular&#8221;. Durante este trabalho, notei que os pacientes com problemas psicol\u00f3gicos tamb\u00e9m tinham problemas ditos \u201cfisiol\u00f3gicos\u201d com bastante frequ\u00eancia. Eu aconselhava os pacientes com dor cr\u00f4nica com o melhor do meu conhecimento, mas, muitas vezes com base no senso comum: &#8220;Mantenha-se em movimento, n\u00e3o se sobrecarregue, pegue leve, e n\u00e3o exagere!&#8221; No entanto, eu vi a minha falta de experi\u00eancia e de conhecimento para poder ajudar completamente os meus pacientes. Al\u00e9m disso, n\u00e3o havia possibilidade de cooperar com outros profissionais de sa\u00fade. Agora que fa\u00e7o parte desta equipe transdisciplinar, a maior vantagem \u00e9 poder compartilhar conhecimento, quest\u00f5es e, o mais importante, a responsabilidade com meus colegas. Desta forma, acredito que podemos aumentar a chance de um tratamento bem sucedido para o paciente. Al\u00e9m disso, mesmo tendo me graduado como neuropsic\u00f3logo cl\u00ednico, vejo que posso colaborar com m\u00e9dicos e fisioterapeutas e estar envolvido nos aspectos biom\u00e9dicos das quest\u00f5es de sa\u00fade \u00e9 um grande b\u00f4nus para mim. Sinto que posso ampliar meu horizonte como psic\u00f3logo e isso me torna um terapeuta melhor e mais completo&#8221;.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8220;Durante a minha licenciatura o foco do treinamento foi sobre os aspectos biom\u00e9dicos da fisioterapia. No entanto, enquanto eu estava trabalhando como uma estagi\u00e1ria descobri que h\u00e1 mais na vida do que m\u00fasculos e tend\u00f5es, e que os aspectos psicossociais muitas vezes influenciavam o resultado do tratamento. Foi onde meu interesse em trabalhar com o paciente com dor cr\u00f4nica aumentou. A maior desvantagem do trabalho multidisciplinar que eu encontrei foi o limite r\u00edgido entre o que um fisioterapeuta e o que um psic\u00f3logo fazem. Depois de alguns anos de trabalho em consult\u00f3rio particular, tamb\u00e9m ingressei em uma equipe transdisciplinar. Para mim, trabalhar com pacientes com dor cr\u00f4nica \u00e9 uma experi\u00eancia gratificante, porque podemos fornecer-lhes ferramentas que podem, muitas vezes, mudar a vida. Especialmente quando se trabalha de maneira transdisciplinar e falamos a mesma linguagem para o paciente podemos colaborar de forma intensa. Como fisioterapeuta, sinto que, devido aos processos de aprendizagem m\u00fatua, estou melhor equipada e agora tenho o conhecimento para incorporar os fatores psicossociais durante as interven\u00e7\u00f5es fisioterap\u00eauticas. Al\u00e9m disso, n\u00e3o se pode saber tudo, e sei que quando cheguei ao meu limite nos aspectos psicossociais ou m\u00e9dicos, meus colegas tamb\u00e9m estar\u00e3o envolvidos no tratamento. N\u00f3s temos um ao outro.&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Em conclus\u00e3o, embora o tratamento de pacientes com dor cr\u00f4nica de forma transdisciplinar n\u00e3o tenha sido extensivamente estudado, com base em nossa experi\u00eancia cl\u00ednica, acreditamos em suas vantagens em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho multidisciplinar. Em nossa experi\u00eancia, os pacientes apreciam a colabora\u00e7\u00e3o intensa e n\u00f3s, como membros da equipe transdisciplinar, gostamos de juntar nossas for\u00e7as.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/AmarinsWijma-59-285-854-854-1462785582.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-766 alignleft\" src=\"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/AmarinsWijma-59-285-854-854-1462785582.jpg\" alt=\"amarinswijma-59-285-854-854-1462785582\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/AmarinsWijma-59-285-854-854-1462785582.jpg 300w, https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/AmarinsWijma-59-285-854-854-1462785582-150x150.jpg 150w, https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/AmarinsWijma-59-285-854-854-1462785582-230x231.jpg 230w, https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/AmarinsWijma-59-285-854-854-1462785582-250x250.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<h4><em>Amarins Wijma, Fisioterapeuta, MSc., <\/em><\/h4>\n<h4><em>Pesquisadora PhD da Vrije Universiteit Brussel e da Transcare Groningen, Holanda<\/em><\/h4>\n<p><a href=\"http:\/\/www.paininmotion.be\/\">http:\/\/www.paininmotion.be\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Rinske.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-767 alignleft\" src=\"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Rinske.jpg\" alt=\"rinske\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Rinske.jpg 300w, https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Rinske-150x150.jpg 150w, https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Rinske-230x231.jpg 230w, https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Rinske-250x250.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<h4><em>Rinske Bults, Psic\u00f3loga, MsC.,\u00a0<\/em><\/h4>\n<h4><em>Pesquisadora PhD da Vrije Universiteit Brussel e da Transcare Groningen, Holanda.<\/em><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante s\u00e9culos, a dor cr\u00f4nica tem sido vista com olhar biom\u00e9dico como sendo um problema exclusivamente nos tecidos. 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