{"id":790,"date":"2017-01-19T00:26:28","date_gmt":"2017-01-19T00:26:28","guid":{"rendered":"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/?p=790"},"modified":"2017-01-19T01:51:27","modified_gmt":"2017-01-19T01:51:27","slug":"a-aplicacao-clinica-da-educacao-em-dor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/?p=790","title":{"rendered":"A APLICA\u00c7\u00c3O CL\u00cdNICA DA EDUCA\u00c7\u00c3O EM DOR."},"content":{"rendered":"<h3><strong>A APLICA\u00c7\u00c3O CL\u00cdNICA DA EDUCA\u00c7\u00c3O EM DOR. <\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para entendermos a import\u00e2ncia da Educa\u00e7\u00e3o em Dor, \u00e9 preciso reconhecer a necessidade de se ter uma vis\u00e3o mais ampliada sobre dor. O primeiro passo \u00e9 considerar que a dor \u00e9 o mecanismo de defesa (o alerta) mais potente e que seu objetivo \u00e9 manter a integridade do corpo. Esse mecanismo pode ser influenciado por fatores emocionais, cognitivos, comportamentais e ambientais. Independente se a dor \u00e9 aguda ou cr\u00f4nica, a intera\u00e7\u00e3o desses fatores estar\u00e1 sempre presente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algums pessoas podem apresentar cren\u00e7as distorcidas sobre funcionamento do corpo que fazem parte da sua pr\u00f3pria l\u00f3gica ou foram criadas ou mesmo refor\u00e7adas pelos profissionais de sa\u00fade econsultas a parentes ou internet. \u00a0Como diz o lema do PED, \u00e9 necess\u00e1rio <strong><em>\u201centender para modificar a dor&#8221;<\/em><\/strong>. As pessoas com dor tem interesse em aprender sobre a sua <strong>DOR<\/strong>. No entanto, existem alguns problemas que podem dificultar o entendimento ou mesmo a modifica\u00e7\u00e3o de cren\u00e7as distorcidas. Um desses problemas pode ser as explica\u00e7\u00f5es provenientes de outros profissionais. Por muito tempo, recorremos \u00e0 modelos tradicionais (com base biom\u00e9dica, buscando causas espec\u00edficas), para explicar a dor aos pacientes. Um estudo de Louw et al. (2012) com 200 cirurgi\u00f5es de coluna identificou que os t\u00f3picos mais abordados pelos profissionais na interven\u00e7\u00e3o educativa foram cirurgia (96,3%), complica\u00e7\u00f5es (96,3%), resultados\/expectativas (93,8%), anatomia (92,6%), expectativa de dor p\u00f3s-operat\u00f3ria (90,1%) e interna\u00e7\u00e3o (90,1%). Tais m\u00e9todos, entretanto, demonstram pouca efic\u00e1cia em pacientes que sofrem com dor cr\u00f4nica, visto que n\u00e3o s\u00e3o capazes de responder a quest\u00f5es complexas relativas \u00e0 dor e acabam exacerbando o medo, a catastrofiza\u00e7\u00e3o e a ansiedade (MAIER-RIEHLE e H\u00c4RTER, 2001).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, vemos a necessidade de modificar o modelo tradicional e recorrer \u00e0 um modelo mais abrangente (biopsicossocial). Esse modelo \u00e9 a base da Educa\u00e7\u00e3o em Dor. O objetivo da educa\u00e7\u00e3o em dor \u00e9 identificar as percep\u00e7\u00f5es, pensamentos e cren\u00e7as do paciente a respeito da sua dor e auxili\u00e1-lo nas suas modifica\u00e7\u00f5es. Na educa\u00e7\u00e3o em dor s\u00e3o abordados conceitos sobre a neurofisiologia da dor por meio da utiliza\u00e7\u00e3o de met\u00e1foras, exemplos, imagens e outros recursos acess\u00edveis ao paciente. Essa interven\u00e7\u00e3o permite que o profissional da sa\u00fade desenvolva um processo de aprendizado, respeitando o contexto e a subjetividade do paciente e incentivando aspectos como autoconfian\u00e7a, auto efic\u00e1cia, aceita\u00e7\u00e3o, modifica\u00e7\u00e3o de comportamentos dolorosos e pr\u00e1tica de exerc\u00edcios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas por que em alguns casos pode ser dif\u00edcil aplicar a educa\u00e7\u00e3o em dor? Diversas s\u00e3o as hip\u00f3teses para explicar essa barreira que os profissionais de sa\u00fade poder\u00e3o encontrar que v\u00e3o desde a inflexibilidade psicol\u00f3gica at\u00e9 a inabilidade do profissional. No entanto, uma outra possibilidade pode envolver uma situa\u00e7\u00e3o comum em nosso pa\u00eds, a baixa escolaridade. A baixa escolaridade vem se mostrando relacionada ao baixo\u00a0<strong>letramento em sa\u00fade<\/strong>, que \u00e9 a capacidade que a pessoa tem realizar tarefas cognitivas simples e tamb\u00e9m de cuidar da pr\u00f3pria sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro fator que merece destaque para que a interven\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o em dor tenha sucesso \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o terapeuta-paciente. Nessa rela\u00e7\u00e3o <strong><em>a escuta<\/em><\/strong>, tanto por parte do paciente quanto do profissional de sa\u00fade desempenha papel importante. O paciente deve <strong><em>deixar de ser espectador e ser protagonistas no seu tratamento<\/em><\/strong>. Assim, poder\u00e1 ter autonomia para intervir e questionar as informa\u00e7\u00f5es que lhe s\u00e3o apresentadas, o tratamento que est\u00e1 sendo oferecido e as cren\u00e7as e comportamentos que j\u00e1 possui. \u00a0O profissional de sa\u00fade deve <strong><em>desenvolver aspectos interpessoai<\/em><\/strong>s sendo amig\u00e1vel, interessado e participativo durante a abordagem do paciente. \u00c9 fundamental apresentar uma explica\u00e7\u00e3o numa linguagem acess\u00edvel, para que possa ser melhor compreendida por eles. Para uma revis\u00e3o dos fatores que influenciam a rela\u00e7\u00e3o terapeuta paciente leia a revis\u00e3o sistem\u00e1tica da nossa colaboradora Mary O\u2019Keeffe (O&#8217;KEEFFE et al., 2016).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, n\u00e3o devemos considerar que a partir desse momento, iremos aplicar Educa\u00e7\u00e3o em Dor e desconsiderar as demais t\u00e9cnicas. As interven\u00e7\u00f5es como a terapia manual e os exerc\u00edcios s\u00e3o bem vindos para as pessoas com dor. As estrat\u00e9gias de educa\u00e7\u00e3o em dor ir\u00e3o permitir que o paciente modifique suas cren\u00e7as, emo\u00e7\u00f5es e comportamento facilitando a ader\u00eancia para as outras interven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devemos buscar a melhor estrat\u00e9gia para o nosso paciente. O material disponibilizado pelo PED pode ajudar na interven\u00e7\u00e3o em dor. Existem \u00e1reas espec\u00edficas tanto para os profissionais de sa\u00fade quanto para os pacientes. \u00c9 poss\u00edvel fazer download de cartilhas, imagens e aplicar o Caminho da Recupera\u00e7\u00e3o, onde o paciente acompanha a trajet\u00f3ria de um personagem e sua hist\u00f3ria de dor lombar. Outras estrat\u00e9gias como o Mapa da Dor tamb\u00e9m vem se mostrando promissoras para Educa\u00e7\u00e3o em Dor. Lembre-se que o conhecimento e as modifica\u00e7\u00f5es de comportamento necessitam de paci\u00eancia e s\u00e3o um processo que pode ocorrer em tempos diferentes de pessoa para pessoa. Mas n\u00e3o desista, pois \u00e9 preciso <strong>Entender para Modificar a dor<\/strong>.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ijssurgery.com\/10.1016\/j.ijsp.2012.03.001\">LOUW, Adriaan et al. Preoperative education for lumbar radiculopathy: A survey of US spine surgeons.\u00a0<strong>The International Journal of Spine Surgery<\/strong>, v. 6, n. 1, p. 130-139, 2012<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/journals.lww.com\/intjrehabilres\/Abstract\/2001\/09000\/The_effects_of_back_schools_a_meta_analysis.5.aspx\">MAIER-RIEHLE, B.; H\u00c4RTER, M. The effects of back schools\u2013a meta-analysis.\u00a0<strong>International Journal of Rehabilitation Research<\/strong>, v. 24, n. 3, p. 199-206, 2001.<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.manualtherapyjournal.com\/article\/S1356-689X(16)30166-7\/abstract\">O&#8217;Keeffe, M. et al. Patient-therapist interactions in musculoskeletal physiotherapy: A qualitative systematic review and meta-synthesis.\u00a0<strong>Manual Therapy<\/strong>, v. 25, p. e84, 2016.<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/13606912_1134310883273691_863293137012590556_n.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-796 alignleft\" src=\"http:\/\/pesquisaemdor.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/13606912_1134310883273691_863293137012590556_n-300x300.jpg\" alt=\"13606912_1134310883273691_863293137012590556_n\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/13606912_1134310883273691_863293137012590556_n-300x300.jpg 300w, https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/13606912_1134310883273691_863293137012590556_n-150x150.jpg 150w, https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/13606912_1134310883273691_863293137012590556_n-230x231.jpg 230w, https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/13606912_1134310883273691_863293137012590556_n-250x250.jpg 250w, https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/13606912_1134310883273691_863293137012590556_n.jpg 482w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<h3 style=\"text-align: left;\">Juliana Valentim<\/h3>\n<h4 style=\"text-align: left;\">Aluna do 4 ano do Curso de Fisioterapia do IFRJ.<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: left;\">Participa como aluna de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica do Grupo de Pesquisa em Dor na linha sobre\u00a0&#8220;Estrat\u00e9gias Educativas para pessoas com Dor&#8221;<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: left;\">Integrante do Pesquisa em Dor.<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A APLICA\u00c7\u00c3O CL\u00cdNICA DA EDUCA\u00c7\u00c3O EM DOR. Para entendermos a import\u00e2ncia da Educa\u00e7\u00e3o em Dor, \u00e9 preciso reconhecer a necessidade de se ter uma vis\u00e3o<\/p>\n<div class=\"read-more-wrapper\"><a class=\"link small\" href=\"https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/?p=790\" role=\"button\">Read more<span class=\"nc-icon-glyph arrows-1_bold-right\"><\/span><\/a><\/div>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":796,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/790"}],"collection":[{"href":"https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=790"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/790\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":800,"href":"https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/790\/revisions\/800"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/796"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=790"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=790"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pesquisaemdor.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=790"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}